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Como ajudar os pacientes a prevenir a gengivite e periodontite?

Se você perguntar às pessoas com que frequência elas escovam os dentes, provavelmente receberá uma resposta bastante simples: uma ou duas vezes ao dia. No entanto, quando a pergunta é sobre os hábitos de limpeza interdental, as respostas tendem a ser mais variadas.

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Algumas pessoas realizam a limpeza interdental regularmente, enquanto outras a fazem apenas ocasionalmente. Para alguns, ela faz parte da rotina de higiene bucal; para outros, é algo que só fazem quando percebem resíduos de alimentos entre os dentes. Uma maior conscientização sobre a relação entre os hábitos de limpeza interdental e as doenças gengivais [1] poderia ajudar a incorporar esse cuidado à rotina diária.

A limpeza interdental, seja com fio dental, escova ou palito interdental, é uma prática que os dentistas frequentemente recomendam como parte de uma higiene bucal completa. O problema é que muitas pessoas a consideram uma tarefa inconveniente e uma prioridade secundária em relação à escovação.

Como profissional de saúde bucal, você pode ajudar seus pacientes a levar os cuidados com a gengiva mais a sério, mostrando as possíveis consequências de uma limpeza interdental inadequada.

Ajude os pacientes a identificar a gengivite

Estudos realizados nos Estados Unidos [2] e na Europa [3] estimam que aproximadamente 30% a 50% da população adulta sofre de alguma forma de periodontite. A condição inflamatória conhecida como gengivite pode ser um estágio inicial da doença gengival. Mesmo as pessoas que escovam os dentes regularmente e de forma adequada não estão imunes à gengivite sem uma limpeza interdental adequada.

Dizer a alguém que ele tem gengivite nem sempre é suficiente para incentivar melhores hábitos de limpeza interdental. É importante que os dentistas mostrem aos seus pacientes os sintomas da doença gengival em estágio inicial, especialmente nos espaços interdentais:

  • Gengiva vermelha, inchada e inflamada.

  • Sangramento gengival.

  • Sensibilidade ao longo da margem gengival.



Uma vez que os pacientes tenham uma referência visual, poderão se lembrar desses sinais sempre que olharem no espelho para escovar os dentes. Não há lembrete mais poderoso para incentivar a inclusão da limpeza interdental na rotina diária. Isso faz parte de uma estratégia, apoiada por pesquisas [4], que ajuda os pacientes a melhorar a chamada autopercepção, permitindo que reconheçam as possíveis consequências de uma higiene bucal inadequada.

Eduque os pacientes sobre a periodontite

As diretrizes recentes [5] publicadas pela Federação Europeia de Periodontologia (EFP) destacaram a importância das intervenções educativas.

É essencial explicar aos pacientes como a gengivite pode progredir para formas mais graves de doença periodontal, causando um grau maior de inflamação, danos irreversíveis às estruturas de suporte dos dentes e problemas mais sérios de saúde bucal.

A maioria dos pacientes com doença gengival, de leve a grave, sabe que há um problema, mas geralmente o associa aos dentes. Eles podem apresentar sintomas como dentes com mobilidade ou desalinhados devido à perda óssea alveolar [6], ou sentir dor ao mastigar e atribuir isso à sensibilidade dentária. Nem sempre associam esses sintomas ao comprometimento da saúde gengival.



Nesse estágio, os pacientes podem ver e sentir as consequências da doença gengival. Cabe ao dentista mostrar a eles a causa. Mostre a profundidade das bolsas periodontais superiores a 4 mm ao redor dos dentes e explique seu significado. Ou utilize imagens clínicas para mostrar a recessão gengival ou a perda óssea alveolar. Como sempre, as imagens são essenciais.

Ilustre as ligações entre a gengivite e a periodontite

Como você sabe, a progressão da doença gengival não acontece da noite para o dia. A progressão para a periodontite é gradual. Para os pacientes que comparecem às consultas de rotina, os sinais se tornam aparentes.

Identificar a doença gengival em estágio inicial por meio dos sintomas da gengivite e recomendar melhores hábitos de higiene bucal (com ênfase na limpeza interdental) é um bom começo para a prevenção, mas os pacientes também devem fazer sua parte em casa.

A ação começa pela educação. Mostre aos pacientes os sintomas da gengivite e explique como tratá-los. Fale sobre a progressão da doença periodontal: o que acontece quando a gengivite não é tratada? Como os hábitos de saúde bucal e as escolhas de estilo de vida do paciente contribuem para a saúde de sua gengiva?

Crie um diálogo que não apenas explique a gengivite e a possível progressão para a periodontite, mas que também destaque a importância da limpeza interdental diária e dos cuidados com a gengiva.



Tratamento da periodontite: o que os pacientes devem saber

Exceto nos casos mais graves, os pacientes devem saber que a periodontite pode ser tratada. A limpeza profunda, incluindo raspagem, alisamento radicular e outras técnicas [7]  é um procedimento comum e relativamente simples de realizar. 

Quando sinais de agravamento da periodontite surgem durante uma consulta, é um momento oportuno para orientar os pacientes sobre bons hábitos de limpeza interdental, incluindo a recomendação de produtos que eles podem usar em casa para cuidar melhor da gengiva. O tratamento também pode incluir a prescrição de antibióticos orais.

Acima de tudo, os pacientes devem estar cientes de que sua condição pode piorar se não for controlada. Deixe claro que sinais como vermelhidão e sangramento leves não devem ser ignorados, pois problemas mais sérios (e caros) de saúde bucal podem surgir. Enfatize a importância do tratamento precoce e adequado da gengivite.


Enfatize a importância da prevenção da doença gengival

Sejam pacientes com gengivite em estágio inicial ou com casos avançados de periodontite, é fundamental que os dentistas os orientem sobre a importância dos cuidados preventivos com a gengiva e de uma higiene bucal completa.

Supondo que eles já tenham bons hábitos de escovação, concentre-se em dicas de limpeza interdental e uso de enxaguantes bucais, apresentando técnicas e produtos que possam ajudá-los a incorporar esses cuidados à rotina. Mostre que existem outras opções além do fio dental para alcançar as áreas de difícil acesso entre os dentes.

Mais importante ainda, vá além da boca. Oriente os pacientes sobre a relação entre a saúde bucal e a saúde geral. É importante ter uma conversa aberta com os pacientes para conhecer melhor seu estilo de vida e seus hábitos, além de estabelecer possíveis relações entre esses fatores e a doença gengival.

  • Alimentação não saudável ou desequilibrada.

  • Tabagismo.

  • Estresse excessivo.

  • Diabetes ou outras condições de saúde, como câncer.

Como em qualquer condição bucal crônica, prevenir é melhor do que remediar. Educar os pacientes sobre os estágios da doença gengival e a importância da prevenção é uma maneira valiosa de ajudá-los a preservar seu sorriso.



 

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A gengivite é uma inflamação da gengiva que pode causar vermelhidão, inchaço e sangramento. Já a periodontite é uma condição mais grave, que afeta os tecidos de sustentação dos dentes e pode causar perda óssea e mobilidade dentária.

A prevenção envolve manter uma rotina adequada de higiene bucal, incluindo escovação regular, limpeza interdental diária e consultas periódicas ao dentista. Esses cuidados ajudam a controlar o acúmulo de placa bacteriana e a manter a saúde gengival.

Os principais sinais incluem gengivas avermelhadas, inchadas, sensíveis e com sangramento, especialmente durante a escovação ou a limpeza interdental. Identificar esses sintomas precocemente é importante para evitar a progressão da doença.

A limpeza interdental ajuda a remover a placa bacteriana e os resíduos de alimentos em áreas que a escova de dentes não alcança facilmente. O uso de fio dental, escovas ou palitos interdentais complementa a escovação e contribui para a prevenção das doenças gengivais.

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